Em maio de 2008, o Ex-ministro da Cultura e renomado cantor e compositor Gilberto Gil, lançou seu mais novo trabalho ”Banda Larga Cordel” sobre a licença Creative Commons, fato que só fez afirmar seu pensamento e militância na questão da cultura digital, software livres, Creative Commons são assuntos recorrentes na pauta do cantor. No início dos shows de sua turnê, Gil incentivava: “Liguem seus celulares. Filmem o que quiserem, fotografem, gravem suas canções preferidas e coloquem como ringtones nos seus telefones. Participem. Colaborem. Publiquem no site www.gilbertogil.com.br”.
Além disso, o cantor declarou que pretende oferecer seus fonogramas para uso público, disponibilizando áudios das canções, trechos instrumentais, gravações alternativas que não entrarem no disco, para que as pessoas possam reconfigurá-los-lo da maneira que quiserem, à medida que também cheguem novos produtos ao mercado. E destacou a adaptação da cena tecnobrega paraense como bom exemplo no uso dos novos formatos permitidos pela tecnologia atualmente. E ainda, a identidade visual da marca Banda Larga, criada pela TecnoPop, é a primeira a ter uma licença regulada pelo Creative Commons na América Latina. A idéia é estimular que os usuários inventem sua própria versão da marca ou criem mensagens com o kit Message Builder e publiquem de volta no site.
Além da marca da nova turnê, Gil já tem cinco músicas no Creative Commons, um conjunto de licenças padronizadas para gestão aberta, livre e compartilhada de conteúdos e informação sem fins lucrativos.
Mesmo com toda essa questão em pauta, os músicos e gravadoras continuam inquietos com essa nova maneira de produção, edição e distribuição de seus produtos no que se trata, principalmente de “como ganhar com isso?”. Gil responde: “Vamos lá, vamos fazer as experiências, vamos tentar. Quero trabalhar na direção do compartilhamento. O que tenho tentado e me dedicado é o exercício de quebrar barreiras e cercas da autoralidade”.
O melhor de tudo é que tenho o prazer de poder filmar tudo que quiser usando um celular de 3.2 megapixels. Publico o material, sem passar por nenhum filtro, diretamente na Web. É o que Gil tem falado, – fazer show e subir ao palco para cantar já não é novidade. “Faço isso há muito tempo. Quero seguir na direção do compartilhamento, da formação da inteligência coletiva. Isso foi o que estimulou o crescimento da cultura e da ciência”, explica.
Trechos retirados dos sites: http://wnews.uol.com.br e http://musica.uol.com.br