Lenine – Entrevista
SciELO adota Creative Commons
A SciElo – Scientific Electronic Library Online – é um modelo de publicação
eletrônica para países em desenvolvimento, feito especialmente para atender as necessidades da comunicação ciêntífica entre estes países – particulamente na América Latina e Caribe.
Após 11 anos de atuação, a SciELO vem melhorando gradativamente suas metodologias de publicação online. Adotando assim, depois de consultas com especialistas e membros do comitê, a licença Criative Commons “Atribuição – Uso Não-Comercial” (CC-BY-NC). A decisão já está implantada na coleção “Brasil” e deverá estender-se progressivamente para toda a Rede SciELO.
A licença permite aos usuários : acessar, distribuir, exibir e executar a obra; assim com permite também criar obras derivadas, desde que confira o devido crédito autoral, não podendo fazer uso das obras para fins comerciais.
>As licenças BY-NC e BY, atualmente disponíveis no rodapé das páginas de conteúdos da SciELO Brasil, remetem o usuário à informação complementar quanto à licença que determinado periódico adota.< [retirado do site]
Fonte: SciELO, Newsletter BVS
Ronaldo Lemos é advogado e representa o Creative Commons no Brasil.No vídeo abaixo ele fala o quão pode ser interessante as novas formas de divulgação (creative commons) para os autores que ainda estão começando – confira:
“É melhor você ter o seu livro sendo
distribuido livremente,
do quê ficar na obscuridade.“
Escritor e professor de direito da Universidade de Stantford, Lawrence Lessig é um dos fundadores e membros da Creative Commons. Bastante conhecido por sua posição crítica em relação aos termos do copyright, ele é um dos maiores defensores da internet livre e do direito de distribuição de bens culturais. Lawrence atesta que se as leis que regulam os direitos autorais fossem mais flexiveis, a cultura seria muito mais rica.
> Em seu livro Cultura Livre, Lessig traça um panorama histórico do direito e das relações sociais nos Estados Unidos. Seu argumento central é o de que desde a invenção do copyright nunca houve restrições tão grandes ao uso de obras passíveis de direitos autorais. Lessig relativiza o conceito de pirataria e recoloca a idéia de liberdade como condição fundamental para o desenvolvimento tecnológico e cultural. Um de seus argumentos em favor de uma melhor compreensão do conceito de pirataria é o de que ela não pode ser considerada como roubo. Roubar alguém significa privar este alguém de uma determinada posse, o que não acontece com cópias digitais. Por sinal, grande parte do livro se concentra em desmontar argumentos recorrentemente utilizados pelas indústrias cuja posição é ameaçada pelas novas tecnologias.
Lessig exlica o conceito de internet “read-only” e “read-write”, sendo a primeira aquela em que os usuários não em acesso livre aos bens culturais, participando do mercado apenas como consumidores. O segundo é radicalmente diferente, e define a internet colaborativa (usando como exemplo a própria Wikipédia), e o meio pelo qual os bens culturais são livremente distribuídos e reinventados. < [trechos retirados do site]
De acordo com que ele se propôs, ao criar a idéia de colaborativismo, uma das premissas do Creative Commons, Lessig disponibiliza alguns dos seus livros para a cópia e reprodução no seu site.

Fonte: Lessig 2.0, Wikipégia
A Eletrocooperativa foi fundada em 2003 no Pelourinho, Salvador com o objetivo de trazer humanização para o processo de inclusão digital, transformando o computador em instrumento musical, para que os jovens pudessem produzir sentido em suas vidas por meio da música.
Para que os jovens se sentissem estimulados e produzissem, eram incentivados a jogar na rede suas criações, divulgar na internet para download, fazendo com que seu trabalho fosse reconhecido. Para que isso fosse possível, em 2005 criaram o portal que abrigasse estas produções. Além disso, esse portal foi uma das primeiras plataformas digitais para distribuição de conteúdo livre no Brasil, e um dos primeiros a usar licenças creative commons.
A eletrocooperativa fez da internet um elemento essencial para a divulgação e circulação das obras dos jovens participantes do projeto. Compartilhando e construindo em conjunto a autoria autoria criativa, contando com colaboração dos seus pares: “queremos com isso irrigar outras redes como a nossa, ampliando o espaço de criatividade e valorização do indivíduo e seu trabalho.”
Devido a evolução na formação dos jovens, a Eletrocooperativa identificou que era necessário gerar rendar para os meninos e meninas participantes do projeto. Então, em 2006, foi criada a Usina de Produção – uma rede de produção e geração de renda, que tem como participantes os próprios jovens envolvidos no projeto.
Em 2007, a eletrocooperativa inaugura, em Vila Madalena (SP) uma Empresa Social. Esta objetiva atender clientes estratégicos em suas demandas por projetos de desenvolvimento sustentável. “Acreditamos que a nossa história como projeto social nos dá legitimidade e sensibilidade para traduzir as ações das empresas, promovendo um olhar mais humano e verdadeiro.”
Confira o trabalho produzido na Eletrocooperativa:
Um Homem Novo:
Veja mais, clique aqui!
Fonte: Eletrocooperativa

Google oficialmente lançou a função de filtrar resultados de pesquisas utilizando licenças Creative Commons dentro de sua ferramenta de pesquisa de imagens (Image Search Tool). Agora é fácil restringir os resultados de sua pesquisa para identificar apenas imagens que tenham sido marcadas com nossas licenças. Assim, você pode encontrar conteúdo de toda a web que pode ser compartilhado, utilizado e até mesmo modificado. As pesquisas também são capazes de retornar conteúdo sob outras licenças, tais como a GNU Free Documentation License, ou imagens que estão em domínio público.
Fonte: Creative Commons | BR
Em entrevista concedida ao Estadão, Daniela Senador, gerente de mídias digitais da editora, opina sobre o mercado editorial e as novas mídias. “Considero as mudanças (promovidas pela internet e as novas tecnologias) favoráveis porque potencializam o livro como produto em seu próprio mercado tornando o seu conteúdo mais acessível a diversos perfis de público. Não acredito que as mudanças impressas pela web e novas tecnologias estejam oprimindo a indústria do livro nem que ferramentas como Kindle concorram com o livro físico (…) não é qualquer troca que pode ser considerada pirataria até mesmo porque hoje as obras podem ser registradas em Creative Commons”. A editora, que sempre foi conhecida por suas publicações arrojadas e de qualidade, mostra que saiu na frente mais uma vez e percebeu o potencial da associação de novas tecnologias a esse mercado. Fonte: Creative Commons | BR
Em maio de 2008, o Ex-ministro da Cultura e renomado cantor e compositor Gilberto Gil, lançou seu mais novo trabalho ”Banda Larga Cordel” sobre a licença Creative Commons, fato que só fez afirmar seu pensamento e militância na questão da cultura digital, software livres, Creative Commons são assuntos recorrentes na pauta do cantor. No início dos shows de sua turnê, Gil incentivava: “Liguem seus celulares. Filmem o que quiserem, fotografem, gravem suas canções preferidas e coloquem como ringtones nos seus telefones. Participem. Colaborem. Publiquem no site www.gilbertogil.com.br”.
Além disso, o cantor declarou que pretende oferecer seus fonogramas para uso público, disponibilizando áudios das canções, trechos instrumentais, gravações alternativas que não entrarem no disco, para que as pessoas possam reconfigurá-los-lo da maneira que quiserem, à medida que também cheguem novos produtos ao mercado. E destacou a adaptação da cena tecnobrega paraense como bom exemplo no uso dos novos formatos permitidos pela tecnologia atualmente. E ainda, a identidade visual da marca Banda Larga, criada pela TecnoPop, é a primeira a ter uma licença regulada pelo Creative Commons na América Latina. A idéia é estimular que os usuários inventem sua própria versão da marca ou criem mensagens com o kit Message Builder e publiquem de volta no site.
Além da marca da nova turnê, Gil já tem cinco músicas no Creative Commons, um conjunto de licenças padronizadas para gestão aberta, livre e compartilhada de conteúdos e informação sem fins lucrativos.
Mesmo com toda essa questão em pauta, os músicos e gravadoras continuam inquietos com essa nova maneira de produção, edição e distribuição de seus produtos no que se trata, principalmente de “como ganhar com isso?”. Gil responde: “Vamos lá, vamos fazer as experiências, vamos tentar. Quero trabalhar na direção do compartilhamento. O que tenho tentado e me dedicado é o exercício de quebrar barreiras e cercas da autoralidade”.
O melhor de tudo é que tenho o prazer de poder filmar tudo que quiser usando um celular de 3.2 megapixels. Publico o material, sem passar por nenhum filtro, diretamente na Web. É o que Gil tem falado, – fazer show e subir ao palco para cantar já não é novidade. “Faço isso há muito tempo. Quero seguir na direção do compartilhamento, da formação da inteligência coletiva. Isso foi o que estimulou o crescimento da cultura e da ciência”, explica.
Trechos retirados dos sites: http://wnews.uol.com.br e http://musica.uol.com.br
Além disso, o site apresenta fóruns de discussão a fim de definir que funções, que características o Mio deve ter, trazendo a tecnologia para proporcionar acessibilidade a deficientes físicos, propulsão ecológica, novos materiais de confecção entre outros, e ainda, busca uma inserção em redes sociais e conexão de celulares no carro.

